Conheça o Coletivo Contágio

Espalhar, propagar, exercer influência sobre, afetar, atingir, contagiar: por isso Coletivo Contágio e pela ironia de sermos um grupo formado por ativistas, artistas e comunicadores vivendo com HIV. O coletivo surge em 2019 e é integrado por pessoas que fazem deste dado biológico um dispositivo político de criação artística, discursiva e estética. Em 2019, o Coletivo Contágio integrou a Mostra Todos os Gêneros do Itaú Cultural, apresentando a instalação artística “Qual a cara da aids?”, o videopoema “Vivem”, e a performance “Descobrir” como resultado da participação da oficina “Como eliminar monstros: abordagens contemporâneas a partir do HIV”, facilitada por Ronaldo Serruya e Fabiano de Freitas (Dadado). Também apresentou a cena “Experimento imaginário – Primeira Fissura” na abertura do VIII Encontro Nacional da RNP+ Brasil – Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids. No dia 1º de dezembro de 2019, Dia Mundial de Luta contra a Aids, o grupo estreia no Centro Cultural Olido o espetáculo “Pode entrar, o cachorro está preso”, apoiado pelo Programa VAI I da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, como parte dos resultados do projeto “Ciclo de Contágio: Pesquisa de levante do HVI/Aids”. Entre 2020 e 2021, o Coletivo Contágio foi convidado para atividades culturais online, lança o curta “Sauté – une fic(sã)”, como parte das atividades realizadas durante a “Secure – Semana de Cultura e Reflexão LGBTI+”, promovida em parceria com o CCJ – Centro Cultural da Juventude de São Paulo. Promoveu lives e oficinas e participou da ocupação cultural “Ciclo PositHIVe+”, promovido pelo Museu Vozes Diversas. À convite do Museu da Diversidade Sexual, integrou a exposição “Memórias de uma epidemia”. Em 2022, o Contágio lança o projeto “Indetectável: deuses morrem porque se renovam”, em parceria com a Coordenadoria de IST/Aids da Cidade de São Paulo, participou do 1º Festival Balaio de Cenas Curtas, promovido pelo Coletivo Estopô Balaio, e do Festival Ocupacena, promovido pelo Coletivo Valsa pra Lua, com a cena “Ecos de Egos”. Durante o ano de 2023, o coletivo executou o projeto Transmissão Contágio através do Prêmio Zé Renato de Teatro da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo, realizando a primeira residência artística com artistas que vivem com HIV/Aids de várias cidades do Brasil, que resultou na I MOSTRA TRANSMISSÃO CONTÁGIO DE CÉLULAS CÊNICAS POSITHIVAS, com variadas linguagens para dialogar e criar artisticamente sobre o tema Memória e HIV/Aids. Como resultado final do projeto, o coletivo cria e estreia o espetáculo inédito HÁ MAIS REVOLTA DO QUE VÍRUS NO MEU SANGUE.