Aqui você pode conhecer mais sobre a Prevenção Combinada. Já ouviu falar?

Promovida pelos órgãos de saúde, é uma estratégia que consiste no uso combinado de diferentes meios preventivos, a partir da realidade e das especificidades de cada pessoa. Dito de outro modo, a prevenção combinada permite que você escolha as formas de prevenção que melhor se encaixem na sua vivência. A prevenção vai além da camisinha.

Conheça abaixo os meios preventivos disponíveis na Prevenção Combinada. Escolha uma forma preventiva que dialogue com a sua vida.

Realizar testagens regulares é fundamental. Essa regularidade é você quem decide, a partir de como sua sexualidade é vivenciada. Por exemplo: você costuma transar com certa frequência? Sem problemas. Faça a testagem com uma regularidade maior. Lembrando que os testes são ofertados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os testes são rápidos e há também o autoteste para o HIV.

E sabe por que é importante realizar testagens regulares? Quanto mais cedo uma infecção sexualmente transmissível é diagnosticada, mais fácil e tranquilo será o tratamento. Infecções como sífilis e gonorreia nem sempre são visíveis no corpo. Ao se testar, você não apenas impede possíveis agravamentos da infecção, como dificulta a circulação do vírus. Ou seja, a testagem é uma proteção para você e para as outras pessoas com quem se relaciona sexualmente. Então a testagem seria um tipo de prevenção?

De certa forma sim, principalmente no caso das pessoas que vivem com HIV. A testagem permite que o vírus seja diagnosticado e, consequentemente, que o tratamento seja iniciado. Atualmente o Brasil possui terapias antirretrovirais para o HIV de alta potência, com pouco ou nenhum efeito colateral, possibilitando melhor qualidade de vida. Pessoas que vivem com HIV, em tratamento regular e indetectável a mais de seis meses tornam-se intransmissíveis e, portanto, de não transmitirem o vírus. É isso mesmo: indetectável é igual a intransmissível. Pessoas vivendo com HIV e que estão indetectáveis não transmitem o vírus. Por isso o tratamento para o HIV é também considerado um meio de prevenção.

A PEP é um meio preventivo de urgência, que ajuda naqueles momentos de angústia após uma transa em que você se sentiu inseguro ou vulnerável ao HIV. Consiste no uso de uma medicação em até 72h após a exposição sexual, mas o ideal é que a PEP seja iniciada nessas duas primeiras horas. A PEP deve ser usada por 28 dias e previne a infecção pelo HIV – e somente pelo HIV. Esse método de prevenção não vale para outras infecções, como a sífilis, por exemplo. É ofertado gratuitamente pelo SUS.

Se a PEP é usada depois da exposição ao vírus, a PrEP é usada antes. A PrEP permite que uma pessoa possa se prevenir da infecção pelo HIV antes mesmo de entrar em contato com ele, e é voltada principalmente para as pessoas mais vulneráveis à exposição sexual. Esse meio preventivo é também um medicamento antirretroviral, mas que passa a ter efeito preventivo após sete dias de uso (para relações anais) e 21 dias, no caso de relações vaginais. É ofertada gratuitamente pelo SUS, mas também pode ser comprada em farmácias com receita médica.

E você acha que era para deixar de lado a camisinha? De jeito nenhum. A camisinha continua sendo uma velha e segura forma de prevenção não só para o HIV, como para qualquer outra infecção sexualmente transmissível. E só para atualizar as barrocas: atualmente não se fala mais em camisinha “masculina” e “feminina”, e sim em camisinha externa (de uso peniano) e interna (de uso vaginal). Além do preservativo externo e interno, o gel lubrificante à base de água também pode ajudar na prevenção, pois diminui o atrito do látex com o corpo e, com isso, diminui as chances da camisinha rasgar. Em São Paulo, você pode pegar gratuitamente quantas camisinhas quiser nas unidades de saúde, em terminais de ônibus municipais e estações de metrô e da CPTM.

Vacina também é prevenção. A vacinação para o HPV (papiloma vírus humano) está disponível no SUS para meninas e meninos na faixa etária entre 9 e 14 anos. Para homens cis, mulheres trans e travestis vivendo com HIV a vacina está disponível para a faixa etária de 9 a 26 anos, enquanto que para mulheres cis e homens trans vivendo com HIV a vacina está disponível para a faixa etária de 9 a 45 anos.

  • Saiba mais sobre HPV aqui

Já as Hepatites A, B e C também podem ser transmitidas por via sexual. A vacina de hepatite B é disponibilizada pelo SUS e todas as pessoas podem recebê-la.

  • Saiba mais sobre hepatites aqui. 

Vimos, na pandemia de COVID-19, que a vacinação foi fundamental para barrar o avanço de novas infecções e mortes. No sexo, as vacinas também ajudam demais a gente!

Às vezes a gente bebe além da conta, ou utiliza outro tipo de substância, como maconha ou cocaína. Na brisa, a gente fica colocada e pode até perder a noção da realidade. Nisso, ficamos mais vulneráveis a transar sem qualquer tipo de prevenção. Por isso, a redução de danos é uma forma de tentar diminuir os danos no uso de drogas, e que pode ir de atitudes simples, como beber água durante a colocação, até as mais específicas, como materiais descartáveis e esterilizados para as pessoas que usam drogas injetáveis. O Centro de Convivência É De Lei é uma organização que há anos tem trabalhado com essas questões. Clique aqui e saiba mais sobre a redução de danos.

A transmissão vertical é o nome técnico para a transmissão do HIV durante a gestação, no parto ou na amamentação. Todas as mulheres e outras pessoas com útero têm direito ao pré-natal, que contribui enormemente para o diagnóstico do HIV em pessoas que gestam. Atualmente, o município de São Paulo conseguiu a recertificação por eliminação da transmissão vertical. Notícia boa demais, né?

O Viva Bem é um aplicativo desenvolvido pelo Ministério da Saúde e o DATASUS. Nele, pessoas que vivem com HIV/aids podem monitorar as retiradas e usos de medicamentos antirretrovirais, confirmar a realização de consultas e resultados de exames. Disponível para iOS e Android.